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| Em Trinidad, Cuba, bebi... |
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| uma canchanchara, embalada por músicos tristes... |
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| que soltavam melodias alegres, espalhamdo-as pela pacatez da rua... |
Prodígios
Repugna-me a
autocomiseração!
Sensibiliza-me a busca
de alívio em ondas de dor
e fico comovida com a tranfiguração de desesperos em arte.
e fico comovida com a tranfiguração de desesperos em arte.
Emocionam-me resgates de
sonhos,
abandonados por
abnegação...
Não caibo em mim de
encantamento,
quando círios ardem nas
catedrais em ruínas
e os violoncelistas soltam melodias entre os escombros!
e os violoncelistas soltam melodias entre os escombros!
Embevecida...
assisto a concertos que
nascem de desconcertos,
e a milagres de vida que rasgam tormentos...
e a milagres de vida que rasgam tormentos...
São estes
prodígios
que me conciliam com o indizível,
o inexplicável...
Será isto obra de Deus,
ou a busca sublime de
dignidade?
Ana Maria Dias da Cunha



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