Quando a Bondade agoniza de impotência...
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Pormenor da escultura Solidariedade |
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(Fuerteventura)
Silêncios Estrídulos
Em lume intenso, a bondade ferve revoltas,
e enterra-as no canto mais escuro do coração!
Nessa escuridão, alimentam-se de sangue venoso,
Em lume intenso, a bondade ferve revoltas,
e enterra-as no canto mais escuro do coração!
Nessa escuridão, alimentam-se de sangue venoso,
enfurecem de raiva e agigantam-se de força vil!
Empurram, então, os túmulos que as calam,
rebentam os grilhões que as prendem
e correm, como doidas, para o cérebro,
na tentativa de refrear a crueldade dos impulsos!
Percorrem as labirínticas circunvoluções
e pousam na parte mais dócil do lobo frontal!
já mansas e purificadas,
ponderam os seus instintos desumanos!
Questionam, então, a justiça, que é injusta,
interpelam a Paz, que é Guerra,
e Sonham a Liberdade, que aprisiona!
Planeiam, assim, A Revolução,
na Esperança de repôr a Ordem
e recuperar a Hombridade!
Ana Maria Dias da Cunha
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