Luta díspar
As dúvidas atingem o limite,
adentram-se em corações dóceis, mas indignados,
adentram-se em corações dóceis, mas indignados,
que desatam a galopar desvairados!
As suas revoltas, até agora, adormecidas pela doçura dos girassóis, não se mitigam com promessas
vãs, nem com palavras bajuladoras, saídas da boca da hipocrisia!
Sóbrios, mas bêbedos de justiça e dignidade,
cravam as unhas nos corações
endurecidos,
na esperança de ver sangrar lágrimas envergonhadas!
Porém, a luta é díspar e cruel!
Daqueles músculos cardíacos de pedra
saem enxurradas ve(ne)nosas que arrastam penedos
e conspurcam tudo por onde passam!
e conspurcam tudo por onde passam!
Restam apenas umas leiras de esperança,
onde o esplendor do sol e o brilho da lua
pousam o olhar e se afirmam de docilidade e pudor!
Ana Maria Dias da Cunha


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