Era aquele tempo de cerejas e borralho,
que convidava a alma a balançar
entre a languidez e a energia.
Perdíamo-nos nos seus recantos, ao calor do fogo,
percorríamos os locais labirínticos
e trazíamos para a superfície outras primaveras.
Era pacífico esse resgate!
Eram quiméricos esses balanços,
Mas deixavam o travo doce das cerejas.

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