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Ainda meio sonolento,
o sol começava a pratear o oceano
e ia acordando a manhã.
Uma nostalgia atroz
percorria-me todas as artérias
esvaziando-me as saudades, saídas do coração.
Pelo caminho, espalhavam marcas indeléveis
que me moíam, ainda mais, o corpo dorido.
Meus olhos ávidos e desesperados,
agarravam-se à paisagem, que teimava
perseguir-me.
Era urgente o desapego,
para adormecer a melancolia.
Era urgente olhar em frente
E desenhar outro provir...
Assim fiz!
Ana Maria Dias da Cunha


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