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| Subida, pela fenda, ao pé de Cabril... a descansar um pouco |
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| No 1º patamar do pé de Cabril, serra do Gerês |
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| Mesmo ao lado da capelinha de S. João da Fraga, Pitões das Júnias... |
Presas e predadores...
Embrulho-me em mim de terror,
quando oiço uivos de chacais,
alcateias de lobos esfaimados
e abutres famintos
esvoaçando no ar.
( Os predadores pressentem as presas magoadas e tristes!)
( Os predadores pressentem as presas magoadas e tristes!)
À cautela, agarro-me às fragas,
(Integradas na paisagem, elas são o meu refúgio!)
(Integradas na paisagem, elas são o meu refúgio!)
na esperança de ser dura e resistente como elas.
Debalde...
São as pedras que se derretem
e me arrastam, piedosamente, para o seu ventre.
Sereno, então...
Coloco-me em
posição fetal
e aguardo que os predadores sedentos
se distraiam na chacina uns dos outros.
Ana Maria Dias da Cunha



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