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| E, depois, entrelaçam-se |
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| em inevitáveis seduções... |
(Des)Encanto
Há noites escuras e misteriosas,
que ela senta no colo direito do coração.
Ternamente, segreda-lhe a lua cheia
para aluarar a sua tristeza...
A noite fica condoída
e vai acomodando o sol doirado
no colo esquerdo do seu coração.
Instalado, o sol roga-lhe que se entregue ao calor
e sublime a inquietação...
A noite suplica-lhe que escute os enigmas
e compreenda a escuridão...
Os três entrelaçam-se
em inevitáveis seduções...
E, assim...
O coração dela todo ele sorri,
na alegria de ser triste, quente,
escuro e misterioso..
Ana Maria Dias da Cunha


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