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segunda-feira, 7 de maio de 2018

PESADELOS



Pequeno/grande pormenor de uma caminhada, de Castro Laboreiro à Peneda! (foto de Américo Pereira)

Em Fão (a "espalhar" pesadelos!)


Suaves carícias

Nem sempre os meus sonhos oníricos
são guardiões zelosos do meu Sono!

Transmutam-se em pesadelos
que o destroem  sem comiseração.

Como um cavalo, 
numa galopada louca e arritmada,
o meu coração explode de exaustão!

O sangue escorre do meu peito despedaçado,
a garganta estrangula-me os gritos fundos
e o fantasma de mim olha do Alto o meu corpo exangue!

Ternas carícias e um grande amor sussurado
resgatam-me deste Horror, acordando-me docemente!

Acordo!!!

Acordo?!?

Sim...
Mas, ainda perturbada e a soluçar,
demoro uma eternidade a regressar a Mim!

  Ana Maria Dias da Cunha









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