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terça-feira, 12 de junho de 2018

É preciso "evadirmo-nos" de vez em quando...

Da Loriga, vila e freguesia de Seia, até à torre, Serra da Estrela

No Vale Glaciar da Loriga: eu, a Srª Mariola,

e as fritilárias...

Benditas evasões...



Andava desabitada de poesia...

Quem tentava transpor a porta da minh' alma
apenas perscrutava pensamentos sinuosos,
onde nem um único verso de amor se avistava


Neste estéril espaço, com papéis a ocupar o vácuo,
sufocava-me uma fome sôfrega  de vastidão

A  tristeza sentia saudades dos tumultos interiores, 
responsáveis pelas vontades prementes 
de evadir-me de mim


A nostalgia de "SER" era assustadora!


O tempo fugia-me, proibia-me
que  contemplasse o "MUNDO"
e fecundasse a Vida de sentido...




Ana Maria Dias da Cunha

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